Seis em cada dez empresas que fecham as portas enfrentaram problemas com a falta de organização na empresa. Isso desde o planejamento inicial ou com a gestão da operação. O dado faz parte do último levantamento realizado pelo Sebrae-SP para explicar os motivos da alta taxa de mortalidade dos pequenos e médios empreendimentos.
Entenda melhor:
De acordo com um estudo de 2009, 58% das empresas paulistas fecham em cinco anos, e 37% não completam o primeiro ano. Além disso, a organização – ou melhor, a falta dela – é de longe a maior vilã dos empresários. Esse problema ainda piora quando se leva em consideração a competitividade cada vez maior do mercado.
Quando o momento econômico é de crescimento, o planejamento incorreto pode até mesmo ser encoberto pelas condições favoráveis. No entanto, à medida que os mercados se tornam mais competitivos e restritivos, um planejamento equivocado pode, por sua vez, colocar em risco recursos financeiros preciosos, os quais, por fim, não conseguem ser repostos”, afirma Reinaldo Messias, consultor do Sebrae-SP.
Segundo ele, o que está por trás da desorganização parte dos empreendedores brasileiros é, principalmente, a falta de conhecimento sobre estratégias de administração e ferramentas de marketing. Um claro exemplo disso é que 45% das empresas de pequeno porte afirmam que não têm informações sobre o tamanho do público que pretendem atingir ou sabem a respeito dos hábitos de consumo de seus clientes. Além do mais, entre 26% e 30% desconhecem dados sobre seus concorrentes e fornecedores, ou pior ainda, sequer têm ideia do investimento necessário para tocar a operação.
Mesmo assim, quando o assunto é planejamento, o maior desafio do empreendedor está, efetivamente, no bolso. “Sua maior dificuldade é, sobretudo, com relação aos custos”, afirma Marcos Assi, professor da Trevisan Escola de Negócios. Segundo ele, basta olhar para o campo contábil para que o negócio já corra riscos. “Fico temeroso quando converso com as pessoas e percebo que elas têm ideias excelentes, mas esquecem que tudo tem um preço e que as ideias têm valor. Consequentemente, muitos empresários com ótimos projetos acabam gastando demais e, como resultado, às vezes nem conseguem colocar o produto em funcionamento.
Além disso, com o passar do tempo, o mercado tende a se tornar cada vez mais competitivo. Não apenas surgem novos concorrentes, como também novos produtos, serviços, tecnologias e canais, os quais têm o potencial de impactar profundamente o contexto da sua empresa. Portanto, pensando nisso, uma grande vantagem competitiva é a capacidade da sua empresa de criar e executar planos em um curto espaço de tempo.
No entanto, muitas empresas, especialmente as que estão começando, acabam subestimando a importância do planejamento estratégico. Dessa forma, para não se tornar apenas mais uma estatística de mortalidade empresarial, é fundamental adotar práticas como análise benchmarking, SWOT, OKR, entre outras. Por fim, essas ferramentas não só ajudam a garantir o sucesso dos negócios, mas também mantêm a empresa sempre competitiva.
9 problemas que as empresas brasileiras sofrem por falta de planejamento e organização:
- Possuem problemas financeiros;
- Necessitam de empréstimos bancários com altas taxas de juros;
- Têm custos mais altos que o necessário
- Não conseguem crescer;
- Vão à falência sem saber o real motivo;
- Percebem problemas apenas quando já é tarde para resolver;
- Há falta de competitividade;
- Disputa com o concorrente através preços baixos, descontos e promoções;
- Possui baixa margem de lucro.
Organização, planejamento e controle de custos são as responsabilidades principais que todo empresário precisa considerar para o sucesso do seu negócio. Confira a nossa matérias sobre organização e limpeza comercial.
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Fonte: Estadão PME